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BMW G 650 GS – NOVIDADE EM DUAS RODAS
Terça-Feira, 10 de Agosto de 2010

Depois de um ano de Análise em Foco só testando e falando em carros, resolvemos testar e falar também de uma motocicleta.  A ideia surgiu na fila do lava-rápido, em Blumenau, onde o executivo de vendas da concessionária Top Car, Jean-Marc Vignais, falava-me das motocicletas da marca alemã BMW, que, pela primeira vez, está fabricando um modelo no Brasil. Trata-se da G 650 GS, que usa motor monocilíndrico de 650 cilindradas, como sugere o nome.


A BMW, NO MUNDO E NO BRASIL:


A BMW começou fabricando motores de aviões e, em seguida, passou a produzir motocicletas. Só depois surgiram os automóveis nas fábricas da montadora. Pode-se dizer, portanto, que a experiência com duas rodas vem de longa data.


Agora, instalada na Zona Franca de Manaus, a empresa produz a G 650 GS, pelo valor de R$ 29.800,00 + Frete, enfrentando a XT 660 da Yamaha e a Suzuki. 


A MARCA:


O emblema, que lembra a hélice dos antigos aviões, está ali para marcar a diferença das concorrentes, auto-promove Vignais. O modelo, que no Brasil está saindo do forno agora, já tem fila de espera de 40 dias para quem fizer o pedido, observa o vendedor da Top Car


Em se tratando de BMW, até que tem um preço acessível e compatível com as concorrentes próximas. De quebra, vem com o glamour e o respeito que a marca alemã impõe.


Características Interessantes:


- Altura do Banco: 78 centímetros – Para uma moto de uso misto, a altura do banco permite a uma pessoa com altura por volta de 1,70m ficar com os pés totalmente no chão.


- Centro de Gravidade: a G 650 GS tem o tanque de combustível na parte central/traseira, abaixo do nível do assento, baixando sensivelmente o centro de gravidade e tornando fácil o equilíbrio dos 192 kg com a moto parada, e também nas curvas mais fechadas em baixa velocidade.


- ABS:  de série vem o ABS nos freios nas duas rodas, o que permite, quando ligado, acionar o freio das duas rodas pelo manete do freio dianteiro, na proporção 70% / 30% . Este item representa cerca de R$ 3.000,00 quando vem como opcional, em diferentes modelos e marcas.


O tanque fica abaixo do nível do banco, e, onde estaria, tradicionalmente, o reservatório, fica apenas uma carenagem que esconde partes mecânicas e elétricas. O abastecimento é feito na lateral traseira direita.


Protetores para as mãos e cavalete central também são de série.


- Regulagem manual de maciez/dureza da suspensão.


- É uma BMW nova e custa menos de 30 mil reais.


TEST DRIVE E IMPRESSÕES:


Como de costume, precisávamos pôr à prova a novidade, desta vez com duas rodas apenas. Os comandos são todos bem práticos, sendo maiores os da buzina e do corte de ignição. O sistema ABS dos freios pode ser desligado, pois em estradas de terra não costuma ser conveniente usá-lo, além do que pode ser de vontade do piloto querer o modo convencional.


O motor de 50cv oferece um torque de 60Nm a 4.800 rpm. Aliás, torque é o que ela mais demonstra ter. Mesmo abaixo de 2.000 rotações, abrir o acelerador significa receber a resposta imediata. A faixa vermelha do conta-giros fica por volta dos 8.000 rpm, mostrando que o forte desta “BM” está mesmo nas baixas e médias rotações.


Nem por isso ela deixa de impressionar quando o acelerador é solicitado. A cada troca de marcha, uma nova “pancada”, e com o motor quieto, em baixa rotação. Monocilíndricos costumam vibrar demais, mas não é o caso desta BMW. Com a potência solicitada e a “mão na bomba”, não fica nenhuma impressão de descontrole, nem a roda dianteira ameaça sair do chão sozinha. Ela parece mansinha e explosiva ao mesmo tempo, ficou uma mistura legal.


E sem falar no freio com ABS. Engraçado sentir o pedal vibrando mesmo acionando o freio pelo manete do dianteiro, numa demonstração de que a roda traseira estaria travando naquela hora, não fosse o eficiente sistema eletrônico anti-travamento.


É uma ótima opção para uso urbano, transmitindo leveza, apesar do porte, graças às características da sua construção. Numa cidade como Blumenau, as motos mais pesadas costumam cansar nas manobras de estacionamento ou nos trechos repletos de esquinas, e foi graças a esse baixo centro de gravidade e à altura do assento em relação ao solo que o peso é controlado facilmente.


Nada pior do que ter que segurar moto pesada com a ponta dos pés no chão, coisa que acontece com muita gente com menos de 1,80 nas motos de uso misto. 


Atende bem também à proposta de uso em estradas de terra e buracos. Na regulagem mais macia da suspensão, é confortável tanto em estradas de paralelepípedo quanto em trechos esburacados, mas com certeza é no asfalto, em quinta marcha, que está a maior graça.


A viagem será sossegada, com força e segurança nas ultrapassagens. A velocidade máxima divulgada é de 165 km/h.


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Murilo Bacca
Formado em contabilidade e egresso do curso de Administração de Empresas da Universidade Regional de Blumenau (Furb), trocou a sala de aula pela oficina por paixão. Apostou na realização pessoal fazendo o que sempre sonhou. Dedicado à leitura e à redação, é agora o mecânico intelectual do Análise em Foco. Dirá, aqui, tudo o que você precisa saber sobre automóveis.
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