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Mais uma edição do Fundo Municipal de Cultura e mais uma edição de controvérsias. Depois de o edital exigir até mesmo o endereço do cachorro da mãe e a cor da calcinha da empregada, 54 de 98 projetos concorrentes foram aprovados. Até aí nenhuma novidade. Ou talvez fosse mais correto dizer: nenhuma novidade mesmo! Entre os projetos aprovados, nomes já contemplados em anos anteriores e alguns que não representam um novo olhar na amplitude do espectro cultural.
Não. Não estou desmerecendo os projetos e iniciativas de nenhum dos artistas contemplados. Pelo contrário. Todos têm seu valor. O que estou criticando são os critérios de análise utilizados por aqueles que julgam os projetos. Vou dar um exemplo para deixar mais claro: conhecido meu apresentou um projeto na área de artes visuais. Se não é uma inovação total, era uma bela proposta, que saía um pouco do normal. Recebeu como resposta, citando de forma genérica, que este tipo de projeto poderia conquistar patrocínio de outra forma (uma alusão à iniciativa privada?).
Ah, tá! Então um livro, um cd, a gravação de um dvd não podem conquistar patrocínio de outra forma? Qual dos 54 projetos aprovados não pode conquistar patrocínio de outra forma? Vislumbrei um quê de despreparo no julgamento desses projetos – se não dos critérios adotados e/ou utilizados, pelo menos das justificativas apresentadas para a não aprovação. É uma pena, pois que assim o Fundo perde credibilidade.
Parece que chegou a hora da comunidade cultural julgar os julgadores.
AH, BLUMENAU!...
Todos têm a natural tendência de “puxar a brasa para o seu assado” quando o assunto é a própria cidade. Isso é positivo. Mas quando alguém que aqui vive fala bem de Blumenau, é mais do que um petit-bairrismo. Esta cidade é um charme à parte. Experimente ficar um mês de férias sem aparecer e quando voltar escolha a entrada pela Ponta Aguda para acessar a Avenida Beira Rio. Quando se vê o rio Itajaí Açu cortando o centro da cidade, o enxaimel (ainda que imitação) e as montanhas verdes por todos os lados... sabe-se porque se ama Blumenau.
HÁ MUITO O QUE FAZER
Mas a criminalidade vem crescendo (ajudada pelo abandono das autoridades estaduais para nossa segurança pública), a mobilidade urbana é um problema presente que aumentará muito no futuro e muitos que aqui vivem continuam votando em candidatos de outras cidades, diminuindo a representatividade e possibilidades de avanço e obras para Blumenau. 160 anos. Boa data para comemorar, melhor para refletir.
Não é tanta novidade assim. Aumentava todo ano, agora demorou um ano e meio. Porém, o debate sobre mobilidade urbana é mais do que necessário e deve continuar. Porque muitos só migraram do veículo próprio para o coletivo se as condições de conforto e agilidade aumentarem muuuuuuuuuuuito.
A dica que passo a seguir não poderia ser uma solução plausível? Bolsões de estacionamento ao final dos corredores de serviço e bicicletas Volkswagen a torto e a direito – cabem no porta-malas. Digite http://www.youtube.com/watch?v=GquJCBu1vk0&feature=related e veja se não pode fazer parte da solução real (desde que não obriguem a usar capacete, claro).
BELA ADORMECIDA DA VIDA REAL
A notícia de que um ladrão entrou na sede da APAE de Blumenau, no bairro Vila Nova, e foi encontrado dormindo em uma das salas após arrombar a janela – acabou sendo preso, pois os funcionários da instituição o encontraram e tranquilamente chamaram a polícia – é uma pândega. Só aqui em Blumenau, mesmo. Ao ser detido, o marginalzinho de 18 anos disse que estava cansado demais e acabou dormindo. E eu que pensei que este negócio de roubar dava adrenalina. Pelo jeito o crime, além de ilegal, é enfadonho. E como...
Dorminhoco é pouco. Que outros adjetivos poderíamos pensar para a Bela Adormecida local?
DO PORTUGUÊS (DA ESQUINA?)
Do Presídio Regional de Blumenau recebi release que houve uma “apreenção” com ç. Fiquei preocupado com o que poderia ser. Mas já houve a “soutura”, não? Pelo menos mais detentos dois conseguiram fugir.
Em todo lugar ouço com apreensão as pessoas falarem “para mim fazer”, “para mim comer”, “para mim jogar”. Me sinto morando na aldeia de José Boiteux.
MAIS DO QUE BOM, HILÁRIO
O Programa Clube Anos 80, que vai ao ar todos os sábados às 22 horas pela Furb FM (107,1 ou www.furbfm.furb.br), além de tocar ótimas músicas dos anos 80 ainda é apresentado em alto astral. Sobram informações, mas muitos motivos para risadas também. E agora que está prestes a completar dois anos no ar, vem com uma nova roupagem, novos quadros e vinhetas. Apenas o Toy Dolls permanece imutável, como música-tema (Nelly, The Elefant).
Aliás, setembro também é tempo de Festa Anos
Fabrício Wolff também no twitter: @fabriciowolff ou www.twitter.com/fabriciowolff
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![]() | Fabrício Wolff Jornalista, com 29 anos de experiência na profissão. Já trabalhou em televisão, rádio e jornal. Na RBS, foi apresentador e diretor de jornalismo. Atualmente coordena o departamento de jornalismo da TV Legislativa de Blumenau. Na coluna Cotidiano, interpreta fatos e acontecimentos do dia-a-dia com humor e ironia em doses ponderadas. |