Análise em Foco > Personalidade
DA SAGA DOS COLONIZADORES ÀS NOVAS MARCAS, SC AINDA É REFERÊNCIA EM MODA
Quinta-Feira, 04 de Março de 2010

Quando Friedrich Hermann Hering, o irmão Bruno e os filhos Paul e Elise (a esposa, Minna, viria depois) vieram para o Brasil e fundaram a Cia Hering, em Blumenau, talvez não imaginassem que a empresa se tornaria uma das maiores do país – a maior do Sul – e um ícone da moda, aqui e lá fora.


Do básico ao sofisticado, foram 130 anos de evolução e transformação. Hering virou sinônimo de camiseta, de roupa, de estilo.


Mas a saga dos Hering, embora pioneira, não foi a única.


Quando Dona Adelina Hess de Souza e o marido, Seu Duda, começaram a produzir camisas, na década de 1940, ao mesmo tempo em que criavam os 16 filhos, também é pouco provável que já pensassem nas camisas Dudalina, de R$ 3 mil, que a empresa fabrica hoje, com seda egípcia e botões da Antuérpia.


E não se pode esquecer de outros ícones da produção têxtil catarinense, como Buettner, Lancaster, Lunender e Marisol, para citar somente alguns e não ficar apenas em Blumenau, a mola propulsora do fenômeno que fez do Vale do Itajaí, do Norte do Estado e de Santa Catarina referências nacionais e mundiais em produção têxtil.  


Mais recentemente, entre a década de 1990 e a atual, justamente em um período de pós-crise para o setor, quando muitos achavam que a principal atividade econômica da região estava liquidada, novas marcas se estabeleceram e cresceram, assim como as mais antigas e tradicionais voltaram a se expandir e consolidar sua posição de liderança.


Agora elas estão todas juntas no Santa Catarina Moda Contemporânea (SCMC), iniciativa que vem revigorando e aditivando uma vocação que o Estado sempre teve: a produção têxtil, de confecção e vestuário. Confira a lista completa das empresas que participam do SCMC em http://www.scmc.com.br/hp/.


– Não podemos mais produzir apenas confecção, temos que produzir moda, agregar valor à produção têxtil catarinense – resume a coordenadora de Marketing e Eventos do SCMC, Amélia Malheiros.


E ela tem toda razão. Desde que a tecnologia da produção têxtil se disseminou ao ponto de permitir que qualquer confecção de fundo de quintal possa fazer brotar uma camiseta, a qualidade e a diferenciação do produto passaram a ser o diferencial para quem deseja crescer e se destacar em um mercado competitivo e voraz como o da moda.


Já não basta, para as empresas do setor, vestir o consumidor, é preciso seduzi-lo, despertar nele o desejo de comprar uma peça de roupa. E é justamente isso que a indústria catarinense busca aprimorar através do SCMC, cuja quinta edição, este ano, terá evento final no próximo dia 20, no Green Valley, em Camboriú.


 






+ Notícias
Todos os direitos reservados © Copyright 2009 - Política de privacidade - A opinião dos colunistas não reflete a opinião do portal
Criação visual Ferver | Tecnologia web Virtual Force